2026-03-24 · DPCA — Polícia Civil RS

Termo de Declaração DPCA — Inspetora Aline Prestes Calil admite conhecer João Luiz Ayres

Em gravação oficial durante a lavratura do Termo de Declaração, a Inspetora de Polícia Aline Prestes Calil admite ter morado em Agudo e conhecer pessoalmente João Luiz Ayres e a Boate Cristal — mas mesmo assim sustenta que 'nem sempre precisa acompanhar a Brigada'.

Vídeo com legenda • 2026-03-24
Inspetora Aline Prestes Calil (DPCA Santa Maria) admite conhecer pessoalmente João Luiz Ayres e a Boate Cristal — 24.03.2026
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Citações-chave

  • Conheço o João, conheço tudo.

    Aline Prestes Calil — Inspetora DPCA Santa Maria

Pessoas mencionadas

  • Aline Prestes Calil
  • João Luiz Ayres
  • José Jocafe de Moura Cavalheiro

Ilegalidades apontadas

  • Suspeição funcional não declarada (CPP art. 252)
  • Endosso de diligência desarmada do Conselho Tutelar em local de risco

Transcrição completa

24-03-2026 Termo de Declaração - DPCA Santa Maria

00:00:00 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Tava tudo bem. Ela se envolveu com esse cara, Foi ameaça só pra mim entender o contexto. Foi ameaçada? Pediu ajuda, tu acabou, por bem das crianças também acabaram reatando. Daí o que aconteceu? Agora ela teve outro surto. É isso?

00:00:13 José Jocafe de Moura Cavalheiro: É exatamente isso. Estava tudo bem.

00:00:16 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Estava tudo.

00:00:16 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Bem. Não teve briga nenhuma. Ela simplesmente saiu meio dia. Como botei no depoimento? Sim. Ela simplesmente saiu. Mas tem uma outra, uma outra coisa que talvez seja relevante contar. Ela é uma pessoa extremamente porca e uma mulher relaxada. E eu falo isso para ela diversas vezes em relação ao tratamento da casa. Tanto é que eu enviei vídeos para ela das roupas que eu que eu tive que pegar no canto lá do apartamento, que estavam podres praticamente porque ela não lavava, não cuidava, entende? E eu disse pra ela que eu não estava aguentando mais. Eu falei Olha, a gente combinou de ter um relacionamento, mas você não está ajudando. Eu trabalho bastante, Eu trabalho praticamente quinze, dezoito horas por dia. Uhum. E ela estava reclamando na questão de atenção. Só que eu tô cheio de projeto e coisas que eu preciso reerguer na minha empresa. E não tem. Não tem outra saída a não ser trabalhar. Entendi. Então eu passo bastante tempo me dedicando ao trabalho. Só que não era. Não era plausível dela fugir com as crianças por conta disso e simplesmente sem rumo nenhum e sem levar as roupas das crianças também.

00:01:48 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Então vocês tiveram uma pequena discussão.

00:01:51 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Não teve discussão também. Eu apenas mandei. Ela foi levar as crianças na escola a uns dois dias antes e apenas mandei uma mensagem para ela Olha, não tá dando certo assim, a gente combinou e tudo mais, mas tá demais. Deixa eu ver se eu tenho as mensagens aqui pra você. Olha, isso aqui era para ser uma área de serviço. E eu mandei para ela. Foi no sábado que ela tinha pedido as coisas e aí eu disse Não, eu mando as coisas das crianças, tudo. Olha só o estado das.

00:02:40 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Uhum.

00:02:41 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Entendi. É, por exemplo, as roupas das crianças. Olha só o que eu encontrei. Estava podre. Ela entendeu isso. E olha só isso aqui é outra caixa de roupas que estavam lá. Sim. Então eu aluguei o apartamento para eles. Isso é o que eu mandei para ela, porque eu sabia que uma hora eu ia precisar utilizar. Eu mandei justamente. Ela sabia disso.

00:03:13 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: E as crianças mal cuidadas? Assim, tu acha?

00:03:17 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Olha, a gente sabe por que a discussão dela comigo? Eu sou uma pessoa que eu sou mais duro no tratamento com as crianças, mas não de maltratar. Eu impõe limites. Ela não gosta de impor limites. Ela faz tudo o que as crianças fazem, o que elas quiserem. Tanto é que as paredes do apartamento estão todas as escadas já. Sabe? São coisas que que não tem necessidade de deixar a criança fazer. Eu mandei um vídeo chorando pra ela, pedindo pra ela Pode deixar eu ver as crianças porque ela sai. E é aí no fim, sempre que se fecham as crianças. Vão achar que o dia foi na sexta que ela fugiu. E ela sempre faz isso, ainda quando eu estou cheio de. Olha, sinceramente, eu não sei. Eu converso com uma amiga minha que é médica e ela acha que ela só voltou por conta das crianças porque. Só que olha só aqui, no dia que ela foi embora eu estava com o. Eu tinha fechado dois contratos, um contrato com uma imobiliária e um. Engenheiro e um contrato com uma um escritório de advocacia lá de São Paulo. Aí ela estava me ajudando. Ela encaminhou o, encaminhou os contratos para gente imprimir e que estavam sendo, tinha sido assinados. E aí eu saí de casa nesse dia que eu fui fazer as gravações dos vídeos. Então, nesse dia ela simplesmente eu voltei. Era dez para meio dia, mais ou menos. Eu fiz umas gravações ali no. Nós dois ali. A pessoa fala e. Ela serviu meu almoço, me levou no computador, como ela costuma fazer, e ela disse Eu vou levar a saia na van. E aí simplesmente eu esperei um pouco e tanto é que eu brinquei com ela Tá levando a pé que não voltou ainda, sabe? E aí ela sumiu. Como eu disse para você, não tem cabimento uma coisa dessas. Até porque de manhã ela me mandou te mandar até um vídeo dessa criança quando ela levou a Júlia na escola. Tá, tá bem aqui. A questão.

00:06:38 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: É ela já estava nervosa assim que notou que.

00:06:41 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Ela não fica nervosa. Ah, tá. Ela não demonstra nada. Aqui ó. Foi, Foi. Foi no dia anterior mesmo. Eu não tinha notado isso aqui na quinta feira de manhã. Pode pegar aqui, por gentileza. Que ela tinha ido levar a roupa na escola e eu falei pra ela me deixa triste. Na verdade, quando eu disse porque ela quer fazer tudo que querem, sabe?

00:07:32 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Tá.

00:08:00 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Aqui nessa parte eu peguei destacando Sei, faz o que quiser. É justamente porque ela começou com a ironia. Conheço ela quando ela começa com a ironia dela e aí eu já sei que ela começa a puxar briga quando ela faz isso. Então eu disse assim Tá, tá bom então. Tá. É isso mesmo. Essa parte seria boa colocar, né? Que foi um acordo que nós fizemos.

00:08:25 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Em relação ao que tu disse.

00:08:27 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Ao relacionamento. Eu disse pra ela que a gente estava junto por causa por conta das crianças.

00:08:31 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Uhum.

00:08:43 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Tanto é que a inspetora Anita mesmo me questionou sobre sobre isso. Quando eu estiver falando aqui sobre a minha filosofia, eu comentei do que eu estava com a mente com a qual a mulher que haviam aprendido a Anita me perguntou Mas por que eu falei? Qualquer outra mulher que eu fosse arrumar não ia cuidar bem dos meus filhos e amar eles como a própria mãe. Então não tem o porquê de eu escolher outra mulher para ficar junto. Por uma questão racional.

00:09:21 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Então, aí ela fez isso aqui, saiu de casa não sabendo, não sabia onde ela estava, né não? Eu já voltei. Daí que tomou conhecimento que ela estava em agudo e isso sim. Como que tu ficou sabendo?

00:09:40 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Deixe me recordar agora. Foram por meios alternativos.

00:09:54 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Ele ficou sabendo que ela estava se prostituindo em Hamburgo. Sim, ela já fazia isso antes.

00:09:59 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Sim, Tanto é que ela. Em setembro, ela conheceu esse cara. O cara é esse. Era dono de uma boate de prostituição. Ah, tá. Tem. Tem uma dúvida que eu tenho e eu não gosto de expor nada que eu não tenho certeza que eu não tenho provas. Mas conversando com a minha mãe ontem, a minha mãe acredita muito que ela possa ter algum vício de droga.

00:10:33 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: E com certeza ela tem essa desconfiança.

00:10:35 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Porque uma pessoa que nem a minha mãe disse uma pessoa fazer isso. Só se for por causa de droga que daí bate aquela fissura. Ela não tem e aí vai atrás.

00:10:53 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: E daí tu ficou sabendo também que as crianças estavam junto nessa parte? Estariam frequentando essa, sim.

00:11:02 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Tanto é que eu fiz um vídeo exatamente com o ambiente idêntico do que eu estava conversando com a minha filha. Essa boate Cristal, onde ela estava, é um ponto de droga também. Então é, eu sei que é um ponto de droga, porque o dono, esse João, eu conheci muita gente no presídio de Agudo. E se vocês forem verificar meu histórico. Em agosto eu conversava com todas as empresas que eu sou bom de comunicação. Então, tudo que eu pude descobrir sobre as pessoas de lá e aqueles ambientes, eu soube então como que é conselheira tutelar, que a gente está falando. Uma cidade pequena, né? Agudo Eu não sei se não é melhor que Restinga Seca. Restinga Seca tem catorze mil habitantes. Então todo mundo se conhece. E aí, como que a conselheira vai numa boate de prostituição e não solicita a brigada para acompanhar ela?

00:12:12 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Não precisa.

00:12:13 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Ser. Nem sempre precisa acompanhar o da Brigada mesmo. Eu trabalhei cinco anos em Agudos. Eu sei como é que é. Conheço o João, conheço tudo.

00:12:21 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Ah, então você conhece a boate do João?

00:12:23 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Sim.

00:12:24 José Jocafe de Moura Cavalheiro: E tem ponto de droga lá.

00:12:26 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Agora não sei como é que tá. Quando eu saí de lá, já faz muitos anos assim.

00:12:34 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Todas essas.

00:12:37 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Coisas são.

00:12:37 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Assim.

00:12:39 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Exatamente. isso não é uma coisa de. Mas é justamente por isso, E como eu disse para ela, eu não tenho problema nenhum em fazer o que quiser da vida. Mas os meus filhos. Eu aluguei apartamento para eles e eu corri a trazer tudo o que tinha que fazer, mesmo ferrado, para eles ficarem.

00:12:53 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Sabendo dessa situação. Ele ligou pro conselho de Agudo. Foi isso.

00:12:57 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Sim, eu liguei. Na verdade, não só o conselho de Agudos. Eu liguei pro Conselho Tutelar Restinga Sêca também, porque eu estava na dúvida de duas boates. Eu fiz o reconhecimento da boate pelas fotos e a partir das fotos eu tenho algumas algumas ferramentas que eu fiz uma busca de reconhecimento pela pelo fundo e aí bateu em duas boates.

00:13:21 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Isso foi uma chamada de vídeo que fez com as crianças. Sim, isso foi no sábado.

00:13:26 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Foi no sábado.

00:13:28 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Então ela deixou de atender as crianças desligaram o ligou e elas atenderam.

00:13:32 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Não. Na verdade, foi no domingo. Foi ela que que me ligou, porque eu fiquei incomodando a madrugada inteira. A babá para ela me falar onde é que as crianças estavam. E aí a babá.

00:13:47 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Como que tu descobriu o telefone da babá?

00:13:49 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Meios alternativos também. Eu trabalho com cibersegurança. Como cibersegurança. Tem várias formas de descobrir um monte de coisas. As pessoas.

00:14:20 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Daí, quando a babá ficou mandando e ela não respondia mais essa babá.

00:14:26 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Ela foi me responder. Ela me bloqueou e eu mandei mensagem pra ela enquanto eu estava na delegacia de plantão. E eu disse pra ela que eu iria processar ela se ela não me falasse onde é que estavam as crianças. E vou fazer isso, inclusive. Mas ela não quis passar a localização, não me mandou foto das crianças. E eu mandei para ela o documento que a Lauren fez comigo em dezembro, onde ela me passou a guarda das crianças.

00:14:57 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Então, depois de muita insistência, conseguiu fazer uma chamada de vídeo com os filhos. E daí pelo ambiente onde as crianças falam que conseguiu localizar que seria essa boate

00:15:07 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Ela.

00:15:12 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Conseguiu localizar e foi constatado pela conselheira que era o lugar. E como confirmação também do áudio do esposo da babá.

00:15:47 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Agora que. Você já sabe. Como funciona? Agora.

00:16:21 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: É o conselho. Eu vi. Eu vi ali. Tu acha que o conselho foi negligente.

00:16:27 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Eu não acho. Eu tenho certeza.

00:16:29 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Que esperava que eles tinham que fazer mais.

00:16:32 José Jocafe de Moura Cavalheiro: O mínimo que tinha que retirar a criança lá. Eu mandei documentos com uns, com os laudos dela, com um vídeo onde ela confessa que tudo era mentira. Eu enviei documentos para eles e eu estava conversando com eles desde a parte da manhã. Eles foram atuar somente às quinze horas da tarde. Quinze e dezasseis horas da tarde, entende? Então, se é uma denúncia, onde uma criança vai morrer ou alguma coisa do gênero, a criança morre e eles não tomam nenhum, nenhuma atitude. Eu só não pedi para brigada aí no local porque eu não consegui contato com a Brigada Militar lá de Agudo. Os telefones não estavam funcionando.

00:17:26 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Mas eu acho que é um não.

00:17:31 José Jocafe de Moura Cavalheiro: E aí, o que? O que a menina falou ali que você ouviu e que a Lauren falou que era mentira?

00:17:40 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: E a conselheira.

00:17:44 José Jocafe de Moura Cavalheiro: A conselheira falou que a Lauren disse que tudo que falei era mentira, só que eu neguei documentos para elas assinados por médico. Vídeos que estão em instância internacional. Então, o tipo de tecnologia que a gente tem hoje no mundo, principalmente se falando nos Estados Unidos. Se eu forçasse qualquer pessoa gravar um vídeo, isso ficaria bem nítido por características faciais da pessoa, assim como gestos também. Então não tem como eu ter forçado isso. E de qualquer forma ficou a palavra da Lauren apenas dizendo que era mentira minha e ela foi atrás da palavra Lauren. E eu com diversos documentos, então ficou equiparado. Então a gente não precisa de documento para trabalhar com o Conselho Tutelar.

00:18:38 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Disse que possui a Guarda?

00:18:39 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Sim.

00:18:40 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Como isso é judicial ou não?

00:18:43 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Não, não é judicial. É uma questão de que eu, que faço tudo pelas crianças. Ela me passou a guarda, tem os anexos dos e-mails.

00:18:51 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Mas é que aquele documento não tem muito.

00:18:52 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Não. Não tem validade.

00:18:54 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: E seria um acordo entre vocês. Eu posso botar isso, né? Não é a guarda, entende? Mas é um acordo.

00:19:02 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Que tecnicamente guarda. Você viu o vídeo que tá no YouTube?

00:19:11 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Eu comecei a ver, mas não consegui ver tudo. Tá aquele vídeo de uma outra situação, né?

00:19:17 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Não é do mesmo caso. Porque? Por que é do mesmo caso? Porque tudo isso que está acontecendo. É por conta do caso de Restinga Seca.

00:19:29 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Então, eu não vi tudo. Não entendi.

00:19:31 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Até porque.

00:19:32 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Eu achei que era um vídeo genérico de alguma outra coisa.

00:19:35 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Não. Até porque a medida protetiva que colocaram contra mim.

00:19:40 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Onde é essa menina que fala Que menina?

00:19:47 José Jocafe de Moura Cavalheiro: A menina que fala no vídeo do YouTube é a Laura.

00:19:49 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: E a Laura falando. Isso em relação ao Maycon. Não, não.

00:19:56 José Jocafe de Moura Cavalheiro: A delegada chamou.

00:19:58 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: A. Polícia E foi esse vídeo que tu mandou pra babá foi esse?

00:20:08 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Até porque aí mostra bem como ela disse que era mentira minha que ameaçava ela e que ela não deixava sair de novo. Ela tentou mesmo. O mesmo argumento de dizer que eu não deixava sair. E nesse vídeo ela está falando que muitas vezes ela não poderia sair acompanhada comigo. Então ela tinha que sair sozinha. Ela tinha medo por conta das autoridades por conta de tudo isso que aconteceu.

00:20:32 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Eu não sabia dizer.

00:20:40 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: O que quer espera da polícia? Outro depoimento Eu quero saber. Assim que me disseram que a gente faz.

00:20:46 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Que os meus filhos sejam. Traga os de volta porque ela não tem condições psicológicas de cuidar deles e ela não tem nem ambiente para estar com eles também. Os meus filhos vão passar trabalho novamente com isso.

00:21:01 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Olha só, eu vou fazer exatamente o que eu quero. Mas eu já adianto que a probabilidade de não ganhar essa medida é muito grande, porque não é o meio cabível, entende? Eu teria que entrar com uma busca e apreensão dos filhos através da Vara de Família.

00:21:15 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Mas para isso é preciso ter documento.

00:21:17 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Que tu já tem uma medida protetiva contra ti. Entendeu? Agora? Piorou um pouco a situação.

00:21:23 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Pois é. Aí nós temos outro ponto também que tem que ser destacado. Eu estou em contato com vocês sexta feira desde que ocorreu o episódio. A Lauren me informou ontem. Isso está gravado na ligação. Na conversa que tive com a delegada ontem, a Lauren me enviou uma mensagem na parte da manhã, logo após eu sair daqui, dizendo que a tu foi me denunciar isso e aquilo e após esse episódio sair daqui, a primeira coisa que ela foi fazer foi ir na delegacia e registrar um boletim contra mim e requerer as medidas protetivas.

00:21:55 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: E que tu entende e que assim não é porque ela fez primeiro. Não é isso. A questão é que ela está sobre as crianças, estão sobre a guarda dela, entende? Fica uma coisa assim, uma medida protetiva. Tu nem tá com as crianças, não é? A medida protetiva era se tu estaria com as crianças e elas seriam um risco para as crianças. E aconteceu ao contrário, Tu entende. Ela tá dizendo que fugiu da casa porque tu acha que tu é um risco para as crianças?

00:22:21 José Jocafe de Moura Cavalheiro: E quem é que tem provas?

00:22:22 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: E daí? Não, não. A questão de eu falar qualquer um pode registrar, Pode pedir medida? Pode. É isso que eu tô querendo explicar. Se vai ser verdade ou não, isso é só durante a investigação. Durante o processo criminal, para se provar algo do tipo, o meio ideal para te conseguir as crianças de volta seria um mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz. Eu vou fazer aqui porque tu quer. Não.

00:22:47 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Não. Pois é quase.

00:22:50 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: uma devolução.

00:22:51 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Na.

00:22:52 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Integra aqui.

00:22:54 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Tá? Mas então me orienta nesse sentido aí, com toda essa documentação que eu tenho com tudo isso aqui na delegacia, não consegue ser feito nada.

00:23:05 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Eu não sei quem dá a medida protetiva e o juiz não é agente, entendeu? Não eu. O nosso trabalho é só recolher provas, é mandar pro juiz. A gente não decide absolutamente nada. Não entende assim, ó, não é nada. A polícia não faz nada. Ela só. Quem decide tudo é o juiz.

00:23:21 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Não, eu entendo isso. Só que tem um peso maior quando quando vai exercer.

00:23:25 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Isso aqui, seriam provas para te defender. Nesse caso vai virar isso que ela fez lá, que ela pediu medidas contra ti, vai virar um outro processo criminal e daí.

00:23:35 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Resultaram no mesmo processo.

00:23:37 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Mas que seja no mesmo. Isso aqui tudo para te reverter essa questão de aguarda, aguarda, guarda e somente em Vara Cível de Família busca e apreensão. E também lá tá medida protetiva é caso de urgência para medir a integridade das crianças, né?

00:23:57 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Sim.

00:23:58 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Obrigada.

00:24:01 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Tá, mas aí que tá a questão eu tô.

00:24:03 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Só que não é o que tá com a guarda das crianças. O juiz.

00:24:07 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Ela fugiu. É claro que eu não estou.

00:24:08 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Sim, por isso que tu precisaria da busca e apreensão, entende? Daí depois sim, poderia fazer uma medida protetiva. Entende que ele vai estar com as crianças. Daí tu pode proteger as crianças dela. Essa seria. Mas. Alô? Alô?

00:24:30 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Oi?

00:24:32 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Eu tô te explicando, né? Tipo assim eu vou fazer o que tu quer, entende? Não, eu só estou te explicando que a probabilidade é muito grande de o juiz não dar, porque não é o remédio jurídico cabível, entende? Não que tu não tenha razão, não é isso.

00:24:47 José Jocafe de Moura Cavalheiro: E vocês não conseguem solicitar que seja feita a busca e apreensão.

00:24:50 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Isso é somente. É só na Vara da Família.

00:24:52 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Aí vocês não podem expedir para o juiz de forma uma solicitação.

00:24:57 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Não tem como. A gente só trabalha, entende? Tipo, a gente vai apurar aqui o maus tratos e como estão as crianças. Perigo. Se as crianças estão sofrendo perigo, é isso que nós vamos investigar aqui, tá? É isso, tá. Porque essa ocorrência que tu fez aqui. É pra isso que a gente vai servir, Só pra gente investigar se as crianças como estão as crianças, elas estão sofrendo maus tratos, se estão em ambiente impróprio, entende? É isso que vai acontecer.

00:25:26 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Foi constatado o Gustavo e daí?

00:25:28 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Por enquanto não, porque a conselheira já disse que as coisas estão bem lá de agudo. Aqui os colegas já fizeram contato com ela lá. Então a gente vai fazer mais diligências, Não é só assim, entende? O que eu quero te dizer? É complicado de entender porque o Judiciário tudo é difícil e demorado. Às vezes não é tão rápido como a gente pensa, mas assim, eu, se tu quer pedir, a gente vai pedir.

00:25:51 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Não, você não vai resolver não.

00:25:54 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Eu só queria te explicar, Entendeu? Que eu entendo tua angústia. Eu acho que tu tem. Tu tem que ir atrás, entendeu? Tinha que pedir uma busca e apreensão e juntar tudo isso aqui que tu tem documentos, entendeu? Tu teria que ir atrás, mas não é aqui. A gente não vai conseguir pegar as crianças de volta.

00:26:12 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Não saberia. O que dizer?

00:26:23 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Essa mulher não vai ser presa nunca. Fazendo um monte de mentira e mentira em cima da mentira e do juiz.

00:26:29 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Aí a gente bota tudo no papel, né? Quem tem que ir dentro do juiz?

00:26:41 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Porque assim fica fácil contratar uma mulher e mandar destruir a vida de um de um homem.

00:26:46 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Você não precisa preencher um. Formulário.

00:27:03 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Com essa que deve ser a quarta ou quinta denúncia de Maria da Penha que ela fez contra mim. Depois eu chamo o muro. Está colocando que sou uma pessoa propensa a cometer crimes sem investigação nenhuma.

00:27:47 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Mulher.

00:28:17 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Isso não acende nenhum alerta para vocês. A questão da prostituição e envolvimento com bandido, ameaças de morte.

00:28:23 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Prostituição não é crime não.

00:28:26 José Jocafe de Moura Cavalheiro: A questão do alerta de ela está usando drogas e bebendo porque a questão da prostituição eu entendo e eu acho excelente não ser crime. A minha mãe conseguiu me criar e tudo mais porque ela teve uma. Ela se prostituiu para poder dar o sustento para a gente. Eu não vejo problema nenhum nisso. É por isso que eu não tenho preconceito nenhum. Agora ela se envolveu com bandido. É diferente. É diferente de fazer trabalho, de levar droga e ajudar o tráfico.

00:28:58 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: E ela registrou sobre isso. Fez ocorrência?

00:29:01 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Sim, eu enviei os documentos.

00:29:04 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Tem que estar, tem que estar sempre registrando tudo, entendeu?

00:29:07 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Sei não, mas é que eu já tenho tanto documento que a única que não.

00:29:11 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Mas eu digo ela se foi vítima de alguma coisa. Ela também tem que registrar, né? Não.

00:29:18 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Não, Mas foi ela quem registrou.

00:29:20 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Ah, tá.

00:29:21 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Esses documentos que eu enviei para vocês são os registros dela.

00:29:24 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: É muita coisa. E daí eu marquei bem cedo contigo. Eu deveria até ter marcado mais tarde para não poder ter ido tudo, sabe? Não deu tempo. Eu cheguei aqui na delegacia, comecei a passar.

00:29:34 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Mal.

00:29:35 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Porque eu não estava a par dessa situação, né? Eu acho que foi atendido por outras pessoas, sim.

00:29:46 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Pois bem. Eu fiz.

00:29:49 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: um assim. Escrevi mais ou menos só para mim poder entender aquilo. Eu vou ler para ti que o objeto aqui na verdade é só em relação a essa subtração aqui das crianças.

00:29:58 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Exato.

00:29:59 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Mas eu fiz assim para mim poder ficar mais. Juíza Entenderam? Botei assim, Declara que viveu maritalmente com alguém desde o ano de dois mil e dezoito, união da qual não teve três filhos em comum. Relata que o relacionamento foi interrompido em abril de dois mil e vinte e cinco, ocasião em que Declarante foi preso e em razão de uma denúncia da violência doméstica, a qual posteriormente foi desmentida pela própria obra, informa que após sua saída do sistema penitenciário, o casal reatou o relacionamento, passando novamente a conviver maritalmente que Lauren estava em investigação. Avaliação psiquiátrica com hipóteses diagnósticas de transtorno de personalidade, borderline e psicopatia, apresentando episódios frequentes de surtos de agressividade, bem como condutas reiteradas de abandono do lar. Relata que em meados de setembro de dois mil e vinte e cinco, durante um desses surtos, Lauren saiu de casa, deixando os filhos sob os cuidados do declarante, deslocando se para a cidade de Júlio de Castilhos, onde acabou se envolvendo com o indivíduo que se encontrava em situação de cárcere. afirma que, após a passar a receber ameaças desse indivíduo, Laura entrou em contato com declarante solicitando ajuda. Diante da situação e visando exclusivamente o bem estar e proteção dos filhos, o declarante prestou auxílio, aceitando Laura em novamente em sua residência e retomando a convivência familiar que foi um acordo entre o casal que retornaria um relacionamento para o bem das crianças. Declara que exerce atividade laboral com jornada aproximada de doze horas diárias e que, ao retornar para casa, encontrava um ambiente doméstico em condições inadequadas. Relatando que Laura apresentava comportamento excessivamente relaxado, mantendo a residência desorganizada, com roupas sujas espalhadas pelo chão e as crianças em condições de cuidado consideradas insuficientes. Que os desentendimentos entre casal eram sobretudo em razão das divergências quanto à rotina familiar, organização da casa e criação dos filhos. Afirma que o declarante possui perfil mais rígido quanto à imposição de limites e regras às crianças. Enquanto Laure permitia que os filhos fizessem o que queriam, o que gerava conflitos, declara que na última sexta feira, Lauren saiu de casa levando as crianças até a van escolar, porém, não retornou mais à residência, deixando de responder mensagens e ligações do declarante, o que lhe causou estranheza, uma vez que não havia ocorrido qualquer desentendimento prévio. Que tomou conhecimento por meios alternativos em razão de atuar na área de cibersegurança, de que Lauren estaria na cidade de Agudo, trabalhando em uma boate de prostituição, vindo inclusive a saber que as crianças se encontravam no mesmo local. Afirma ainda que suspeita que Lauren seja usuária de substâncias entorpecentes. Informa que, por meios alternativos, conseguiu identificar o telefone da pessoa que estaria cuidando das crianças, sendo informada como babá, passando então a realizar inúmeras ligações e enviar diversas mensagens com o objetivo de obter informações acerca da localização e das condições em que os filhos se encontravam. Que após muita insistência, conseguiu realizar uma chamada de vídeo com as crianças. Ocasião em que, em razão do ambiente visualizado, realizou nova busca por meios alternativos, logrando êxito em identificar o local como sendo Boate Cristal, situada no município de Agudo, que diante da gravidade dos fatos, acionou o Conselho Tutelar do município de Agudo, esperando que fossem adotadas medidas imediatas para a retirada das crianças do local, o que não ocorreu. Declara que, ao seu entender, o Conselho Tutelar agiu de forma negligente, informando inclusive, que gravou a ligação realizada com a Conselheira Tutelar como prova da omissão constatada, que possui um acordo com alguém que a guarda das crianças seria do depoente. Que as crianças estão em ambiente inapropriado e depoente está preocupado com a integridade física dos seus filhos. Gostaria de que os mesmos fossem retirados de Lauren e entregues para o depoente. Diante disso, manifesta expressamente o desejo e a necessidade de que as crianças sejam retiradas da companhia de. Requerendo que sejam entregues aos cuidados do depoente por entender que tal medida é imprescindível para a proteção e preservação dos direitos e da segurança dos menores. Ressalta que foi notificado na noite anterior que Laura pediu medidas protetivas contra o depoente e que eu estou falando que tu quer que o juiz vai ler, Entendeu? De repente ele aqui já pode pedir, entendeu? Já pode tentar.

00:34:28 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Ta. A questão tá ótimo, Ótimo mesmo. A questão das medidas protetivas eu acho que era bom deixar bem claro que ela está fazendo. Ela solicitou essas medidas somente por conta do medo de eu poder manter o contato com meus filhos e poder retirar eles dela. Que ela só fez isso após tomar ciência que eu estive aqui denunciando ela. E até isso eu tenho que tirar print também, porque precisa estar no processo, tem que gravar vídeo. Na verdade, o print não tem validade no STJ, né? Então ela me bloqueou. O. O horário que ela mandou. Exatamente esse horário aqui, o nove e trinta. Logo após eu sair da delegacia, eu disse Quanto puder, eu quero falar com eles por vídeo. Recém cheguei em casa. Ela falou Não, eu to saindo agora, Tu tá me denunciando, chamando a polícia pra mim. E aí após isso, eu chego a uma medida protetiva na parte da noite.

00:36:07 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Ressalta que foi notificado na noite anterior que Lauren solicitou a concessão de medidas protetivas em seu desfavor, declara que acredita que o pedido tenha sido formulado em razão do receio de Lauren quanto à possibilidade do declarante obter ou retomar a guarda das crianças, uma vez que até então não havia qualquer situação recente de conflito direto que justificasse a medida. Informa ainda que Lauren Lauren somente procurou outra unidade policial após tomar conhecimento de que o declarante havia registrado ocorrência policial relacionada aos fatos envolvendo a localização e situação das crianças.

00:36:42 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Ótimo. Acho que agora ficou bem claro.

00:36:44 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Medo todo.

00:36:44 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Mundo consegue.

00:36:46 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Não?

00:36:46 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Só me confirma do telefone um um nove nove seis quatro cinco sete um nove um.

00:36:57 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Que é o endereço.

00:36:59 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Floriano Peixoto nove oito nove.

00:37:00 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Daí eu vou juntar tudo e organizar tudo direitinho. Juntar todas as tuas provas aqui. Mas eu juntei essas duas ocorrências e disse que eu tava esperando a delegado para vir a um inquérito e juntar essas duas que registrou, sabe? Daí a gente junta todas essas documentação.

00:37:21 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Essa que ela tem contra o Maicon não seria necessário juntar também?

00:37:24 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: E isso daí já.

00:37:25 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Porque é que.

00:37:28 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: A ocorrência.

00:37:28 José Jocafe de Moura Cavalheiro: É que fala? Fala sobre a conduta dela, né? Entende que esses documentos que eu trouxe não é a questão de eu me defender, mas e mostrar a conduta dela.

00:37:39 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Entende?

00:37:39 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Entendi. Agora está certinho. Bem.

00:37:42 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Eu consigo. Eu consigo uma cópia.

00:37:44 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Sim, sim.

00:38:37 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Certo?

00:38:37 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Era isso então.

00:38:38 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Certinho.

00:38:39 José Jocafe de Moura Cavalheiro: Muito obrigado, viu?

00:38:39 Aline Prestes Calil - Inspetora de Polícia: Obrigada.